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o verso da tela: PROCESSOS TRAPEIROS [curso online]

O curso é dedicado a investigar os processos de diversxs artistas, sendo 70% mulheres, com o intuito de compreender as engrenagens de suas obras, ou seja, o “verso da tela”.

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SOBRE

A figura do trapeiro surgiu como resultado da industrialização crescente, dedicando seu tempo na coleta e reciclagem dos resíduos produzidos pela sociedade capitalista. Visto socialmente, por vezes, de forma menor seu papel é na realidade muito grande. Apareceu com intensidade na literatura romântica e nas artes durante o século 19 de forma alegórica. O termo “trapeiro”, o catador de lixo, foi alegorizado na modernidade: cabe a ele “extrair o eterno do transitório” (Baudelaire), desse modo entendendo o poeta-artista como homem-do-mundo. Coisas que passariam despercebidas começaram a ganhar outro sentido. No começo do século 20 muitos artistas repensaram a temática, materialidades e linguagens de seus processos. Com necessidade de reconstruir o mundo despedaçado - pelas guerras e processos coloniais -os artistas passaram a coletar os fragmentos perdidos com o intuito de criarem novas narrativas. O recolhimento desse material faz parte do processo de investigação inicial e do resultado final da própria obra. Os artistas selecionados têm em comum o uso e apropriação de objetos, memórias e imagens.

QUANDO E ONDE

SEM DATA DEFINIDA

Nossos encontros acontecerão através de plataforma parareuniões online (você será orientadx após se inscrever).

 

 

PRA QUEM É ESSE CURSO

 

 Para pessoas interessadas em História da Arte que gostariam de conhecer mais sobre Arte Contemporânea e sobre os processos de artistas com produções potentes e relevantes (o curso é 70% reservado à produção de mulheres). Para artistas e criativxs que trabalham com colagem e outras linguagens que envolvem a coleta e estão em busca de desenvolver seus próprios processos.​​​​

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ISABEL CARVALHO

Historiadora da arte (UERJ), mestre em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF). Atua como professora de História da Arte desde 2013 em instituições de cultura no Rio de Janeiro e Petrópolis, como SESC e Imperator: Centro Cultural João Nogueira. Desenvolve trabalho como produtora de conteúdo de arte desde 2018, tendo participado da cobertura de duas Feiras de Arte internacionais. Recebeu o primeiro lugar no prêmio Evanildo Bechara de incentivo à ciência em 2012 com a pesquisa sobre os arquivamentos virtuais em práticas coletivas na arte (publicada no livro Fronteiras: arte, imagem, história. 1ed.Rio de Janeiro: Azougue editorial, 2014, v. , p. 191-200 de Sheila Cabo Geraldo) e convidada para apresentar sua pesquisa na 65a edição da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).  Vem elaborando conteúdo para o @umtetoseu desde outubro de 2019. Página destinada a refletir sobre arte contemporânea e processos artísticos, sobretudo das mulheres artistas.